Natal. O Natal nunca foi uma das suas datas festivas favoritas. Na verdade, Luke nunca ligou muito. Ganhar presentes é legal, juntar toda a família é muito bom mas é sinceramente uma data nada... especial. Mas a sua visão de natal mudou, em 2010. O seu décimo quinto natal.
24 de Dezembro de 2010 – 23:50
Essa era primeira vez que ele estava realmente ansioso para que chegasse a meia-noite. Ela pediu para que ele ligasse no primeiro segundo do dia 25, e ainda não havia ouvido sua voz o dia todo. Ouvir um ‘Feliz Natal’ vindo dela ia ser o melhor presente. Ou o segundo melhor.
00:01
Ganhou seu tão esperado presente de Natal. Ela atendeu o telefone super animada.
- Feliz Nataaal !
- Feliz natal meu amor. Como está ai na sua avó?
- Mais animado impossível né – ela riu – To rindo demais aqui. E você?
- Tá legal aqui também. Mas eu queria poder... estar ai com você.
- Então Luke, era sobre isso que eu queria falar. – ela deu uma pausa – Vem pra cá amanhã.
- Pra sua avó?
- É! Passa o dia 25 comigo.
25 de Dezembro de 2010 – 12:20
- Senhor Luke, onde você está?
- Janie, eu já estou chegando. Em... 10 minutos eu to ai.
- Vem logo. Já está atrasado. Como sempre né.
Ele desligou. Vinte minutos depois ele já estava descendo do taxi. Ao sair esbarrou numa senhora.
- Me desculpe. Deixe-me ajudá-la.
Recolheu as coisas que haviam caído no chão. Por acaso ela era vizinha de Janie. Ajudou-a a carregar as compras até sua casa.
- Muito obrigado rapaz. Você é muito gentil.
- Nada senhora. A culpa foi minha.
- Papai Noel já entregou seu presente?
Luke riu.
- Já, já sim. – olhou o relógio, já eram 12:35. – Senhora, estou atrasado. Desculpa-me de novo. Feliz Natal.
- Que nada, está tudo bem. Feliz natal para você também.
Luke atravessou a rua, apertou a campainha. Logo o portão estava se abrindo, e uma garota de cabelos cacheados pulou em seu pescoço.
- Até que enfim. Só você pra melhorar o meu dia.
Luke percebeu então que ela estava chorando.
- O que houve? Aconteceu alguma coisa?
Ela não respondeu. Continuou ali, abraçado com ele. Chorando enquanto ele acalmava-a.
Eles entraram, e Luke falou com todos. Subiram para o terraço.
- Pronto, agora fala. O que aconteceu?
Janie contou toda a história, e era exatamente o que ele imaginava. Problemas familiares. Eles ficaram conversando por muito tempo ali no terraço.
Janie acabou de contar, mas eles continuaram ali. Sentados juntos esperando o tempo passar. Aquele terraço era especial, ao menos para Luke: Janie havia o levado lá da primeira vez que ele fora visitá-la. E foi lá que tudo começou, quer dizer, ou quase isso. A amizade deles cresceu muito depois daquele dia.
12:50
- Você não via mesmo passar o dia de Natal triste assim e... eu já sei como te animar – Luke levantou e pegou seu celular. – Vamos, “Say Goodbye.”
Luke colocou a música que eles queriam dançar juntos há muito tempo. Rapidamente ele passou os passos pra ela e eles ficaram ali, no terraço dançando.
Ele percebeu que Janie estava mais feliz. Tinha um sorriso que não saia de seu rosto.
- Agora, vamos descer e dançar pra todo mundo.
- O que? Na Frente de todo mundo. NÃO, NÃO!
- Ahh vamos sim. E agora
Desceram e pediram para que todos se juntassem no quintal. Janie pegou o som, e preparam-se para dançar.
Todos riram, e divertiram-se com a dança. Eles estavam magníficos dançando juntos. A música era perfeita. Aquele de natal então, estava perfeito.
Comeram, riram, ficaram com a família.
15:30
- Está na hora dos pedidos. Escrevam nos papeizinhos e coloquem dentro da caixa. E depois esperem que Papai Noel realize-os. – anunciou sua mãe.
- Hora dos pedidos? Mas... os pedidos deveriam ter sido feitos ontem, não? – perguntou Luke.
- É, mas... é uma coisa que nós sempre fazemos. Mamãe sempre diz que Papai Noel pode passar a qualquer momento.
- Mas eu não... acredito mais nele. – Luke riu.
- É, eu sei. Mas é só uma brincadeira – ela sorriu para ele – Vamos!
Os pedidos foram feitos e colocados na caixa. Luke pediu o que ele mais queria de Natal.
19:00.
- Você tem mesmo que ir?
- Infelizmente sim. Mas o dia foi perfeito. Valeu por me chamar.
Ele a abraçou forte. Sentiu seu perfume e seu coração acelerou. Desejou não ter que soltá-la nunca mais. Eles se separam e Luke segurou sua. Ela olhou para suas mãos, juntas.
Sua outra mão tocou o rosto de Janie, enquanto seus olhos fitavam-na com ternura.
A mão dele deslizou vagarosamente para sua nuca, enquanto ele se aproximava. Janie percebeu que seus olhos mudaram. O brilho era maior que. Era um brilho de felicidade. De alegria. De desejo.
Eles se aproximaram mais, suas bocas quase se tocando. Quando eles estavam prestes a se beijar, Janie virou o rosto e seus lábios tocaram seu rosto.
- O que você pediu? Você sabe, na... brincadeira.
- Não posso falar. Ou ele não vai se realizar. Mas de qualquer forma, acho que... não vai acontecer.
Luke beijou-a de novo no rosto. Abraçou-a e se distanciou. Fez sinal para um taxi que estava vindo. Janie observava-o entrar no taxi.
19:20
Ele está no carro, perdido em pensamentos. Pensando em tudo que havia acontecido naquele dia, e no que havia acontecido no ultimo verão, quando seu celular vibrou.
Ele pega o celular. É uma mensagem, de Janie. Abre e vê:
“Desculpe. Eu te amo.”
10 anos depois... 25 de dezembro.
Ouve então uma voz em sua cabeça. Uma voz conhecida.
- Luke, meu amor, acorde! – abre os olhos e vê uma linda mulher à sua frente – Já está tarde.
Ele vê aquela linda mulher de cachos negros, e olhos castanhos observando-o, e levanta de sua cama.
- Já é manhã de natal e nós ainda estamos nesse quarto. Vamos. – ela rodopia até a janela – Nós estamos nesse lugar perfeito. Não vou ficar presa aqui. – ela riu.
- E eu estou esperando meu novo pingente – sacudiu braço com a pulseira de nove pingentes. – e esse ano será de Paris!
Ele levanta da cama ainda de Box, caminha até a porta do banheiro. Vira-se e admira a mulher em frente à janela. Sua esposa, que parecia um anjo ainda só de lingerie preta e roupão de seda.
Ela vira para ele e observa-o, da mesma forma que ele olhava para ela.
- Se você não se apressar, eu juro que saiu sozinha. – abriu um sorriso maléfico.
- Tudo bem, tudo bem. Estou indo para banho.
Luke sorri e abre a porta do banheiro.
- Psiu! O dia com você vai ser maravilhoso, Perfeito! – ela abre um sorriso – Je t’aime! – pronuncia em francês impecável
- Eu também. – ele sente o olhar dela, como uma alerta de como ele deveria completar aquela frase. – Também te amo, minha Janie.
FINAIL ALTERNATIVO:
- Luke, meu amor acorde! – percebe que está no chão, e vê diversas pessoas em volta dele, mas só distingui a linda mulher de olhos castanhos e cabelo preto.
- Podemos prosseguir? – diz um senhor que Luke não reconhece.
- Podemos, podemos sim – responde ele.
Levanta-se. Dá a mão a linda mulher, e dá alguns passos.
- Você a aceita como sua legítima esposa?
Luke olha para ela. Sente seu coração palpitar, e diz. Diz aquela pequena frase que mudaria sua vida dali em diante
- Sim! É claro que aceito, minha Janie.
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